terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Má Despesa Pública: Sabe onde pode ganhar mais de 72 mil euros anuais?...

A minha preocupação não é o custo da equipa que nos governa, embora devam existir limites à mesma, óbviamente. O que interessa é se o serviço que essa equipa presta vale o dinheiro que custa. Se o Estado e as empresas portuguesas se preocupassem mais com a relação beneficio/ custo, decerto que Portugal estaria melhor. E o que interessa não é saber se o assessor é amigo ou não, mas se o seu trabalho vale o que ganha.

domingo, 15 de maio de 2011

Fenómeno de Fátima - Portugal

Milhares de pessoas se deslocam a Fátima - Portugal, todo o ano, mas em especial em 13 de Maio, porque consideram que no local onde foi construído o Santuário, apareceu em 1917 o Espírito de Maria de Nazaré, mãe carnal de Jesus, a três meninos pastores. Chamam ao fenómeno um milagre.
Concordo com o ponto de vista de Allan Kardec, que escreveu que, milagres, no sentido de excepções especiais às leis da natureza, são pouco ou nada prováveis. Com efeito, sendo Deus perfeito, não se engana, não precisando de derrogar as leis naturais que Ele mesmo determinou que o universo deveria respeitar. Contudo, ninguém pode falar por Deus, nem ninguém na Terra pode dizer que conhece os desígnios do Criador.
O que mais provavelmente pode ter ocorrido em Fátima foram fenómenos que a ciência não investigou, ou investigou e não conseguiu explicar, no âmbito dos conhecimentos científicos. Mas isso não quer dizer que se trate de fenómenos sobrenaturais ou milagres. Há muitos fenómenos naturais que a ciência ainda não explica.
À luz das investigações de Allan Kardec, escritas nos seus livros, a aparição de um espírito é um fenómeno natural, que pode ocorrer na presença de médiuns. No caso do médium vidente apenas o mesmo veria o espírito, no caso do médium de efeitos físicos, o espírito podia aparecer a várias pessoas e até tornar-se provisoriamente palpável. Para a doutrina espirita, a aparição de um Espírito aos meninos pastores seria possível e trata-se de um fenómeno natural, embora a ciência não o admita, porque ainda não o estudou com a atenção e os meios devidos. Quanto aos outros fenómenos que dizem lá ter ocorrido, não acredito obviamente que o Sol se tenha movimentado, porque isso levaria, provavelmente, a tremendos abalos sísmicos na Terra, por acção gravítica. O que os pessoas viram impressionou-as, mas tratou-se de um fenómeno atmosférico local conjugado com o facto de as pessoas estarem a olhar demasiado para o Sol, que gerou, talvez, ilusões de óptica ou outros fenómenos materiais explicáveis. Se fosse hoje, teríamos, talvez, registos mais exactos.
De qualquer forma, admitindo que apareceu ali um Espírito, o que não me parece convincente é que se tivesse tratado de Maria de Nazaré, mãe de Jesus. Tendo Maria sido escolhida para tão importante missão aqui na Terra, como a de carregar no seu ventre e cuidar da infância do mais importante Mestre e Guia da humanidade que pisou este planeta, espera-se dela uma grande elevação moral, e, por consequência, uma mensagem condizente com tal elevação e coerente com as palavras de Jesus.
A não ser que a mensagem original tenha sido deturpada, o que é uma possibilidade a ter em conta, o que o site do Vaticano nos apresenta:
Citação de Lúcia:
A primeira foi pois a vista do inferno!
Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fôgo que parcia estar debaixo da terra. Mergulhados em êsse fôgo os demónios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronziadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que d'elas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faulhas em os grandes incêndios sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dôr e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demónios destinguiam-se por formas horríveis e ascrosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa bôa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promeça de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor. Em seguida, levantámos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer establecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra peor. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sufrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será consedido ao mundo algum tempo de paz.
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus.

Depois de ler esta mensagem, perdoem-me os devotos de Fátima, que muito respeito, mas não consigo acreditar que se trate de uma mensagem com a elevação moral e intelectual que se possa atribuir a uma entidade de nome tão respeitável como Maria de Nazaré. O próprio Jesus nos ensinou qual o critério para averiguar racionalmente da veracidade da palavra: as árvores avaliam-se pelos seus frutos. Esta mensagem é um fruto que não é compatível com a "árvore" de que as pessoas alegam ter saído. Atribuir esta mensagem a Maria, na minha opinião, é diminuir a imagem da mãe terrena de Jesus.

Quanto às promessas que as pessoas fazem a Maria de Nazaré, em troca de um favor que, alegam lhes foi concedido por intercessão daquela que foi mãe de Jesus aqui na Terra, cada um tem as suas crenças e o direito de as manifestar da forma que bem entender. Não é a essa a minha forma de pensar, mas isso não interessa, para o caso.

O que estou certo, baseado nos Evangelhos, é que a forma de retribuir um favor concedido, que será agradável a Deus, a Jesus e a Maria de Nazaré, será, primeiro que tudo, conciliar-se com as pessoas com quem possam estar em conflito, pedir perdão e perdoar as ofensas que possam ter existido; em segundo lugar fazer o bem ao próximo, concedendo-lhe favores, em nome de Maria de Nazaré. Esse "milagre", "o milagre do amor" está ao alcance de todos. A auto-flagelação, queimar velas, levar dinheiro ao Santuário, fazer enormes caminhadas a pé, são opções legitimas das pessoas, mas que nada ajudam o próximo. Jesus ensinou a amar o próximo mais do que a nós mesmos. Francisco de Assis, deixou-nos uma bela prece, que nos inspira nesse sentido, com que terminamos.

Oração da paz - Oração de S. Francisco de Assis

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

domingo, 17 de abril de 2011

O médium João de Deus, Abadania - Brasil

Vejam este vídeo com atenção:


Quando vejo estes relatos, eu fico sempre de pé atrás. Todos temos consciência de que a perspectiva de cura mexe fortemente com as pessoas, sobretudo com os casos mais desesperados de doença. Facilmente se propiciam condições para obter grandes lucros financeiros. Muito dinheiro e credibilidade, no que diz respeito à espiritualidade, são condições, em regra, incompatíveis. No entanto a reportagem refere com clareza que o Sr. João de Deus não leva dinheiro, esclarecendo que não é ele que cura.

Tomando como certa essa informação, trata-se de um caso que deve merecer o estudo sério, por parte da ciência. Era importante registar os resultados de exames médicos que documentassem previamente as doenças das pessoas e posteriormente a inexistência da doença.  E só assim se poderá confirmar ou desmentir que as curas efectivamente se dão.  

De acordo com os ensinamentos da doutrina espirita não existem milagres. O que se passa ali é uma intervenção natural de espíritos desencarnados, através do médium João de Deus e de outros médiuns que eventualmente lá se possam encontrar a colaborar. Para que os espíritos possam intervir, necessitam de misturar a sua acção à acção de médiuns de efeitos físicos e/ou curadores.

O objectivo deste tipo de fenómenos, tanto quanto sei,  não é estabelecer um serviço de saúde do além, em alternativa aos serviços de saúde comuns, mas lançar a dúvida que motiva a busca espiritual. Jesus de Nazaré e os seus apóstolos, para além de muitos outros espíritos que reencarnaram na Terra, usavam os mesmos métodos, para chamar a atenção do povo para as coisas do espírito. Trata-se de leis naturais, que a ciência ainda não conhece, e, por isso, não explica.

Mas continuemos a ver os videos:


Neste segundo vídeo, ao que parece, Susan Casey, a jornalista parece ter passado por um fenómeno de emancipação da alma. Num estado alterado de consciência, ela viu-se como nos acontece  a todos durante a noite: como se fosse um espírito desencarnado. Através do relaxamento, o corpo de carne de Susan  ficou suficientemente entorpecido para que ela deixasse de captar o meio ambiente externo pelos cinco sentidos  físicos, tendo passado a percepcionar a realidade através da alma. Foi-lhe possível a comunicação com a alma do próprio pai, que aproveitou para a tranquilizar. Este tipo de ocorrência faz parte dos fenómenos estudados pelo espiritismo, como podemos ver, por exemplo, no Livro dos Espiritos, de Allan Kardec.
Não se trata de energias abstractas, superstições ou milagres. É algo de concreto. Cada um de nós é  um espírito imortal, com individualidade própria, que está associado provisoriamente a um corpo de carne. E esse processo do nascimento até à morte do nosso corpo de carne, repete-se inúmeras vezes, até ser necessário, em mundos cada vez mais evoluídos, à medida que vamos progredindo. O pai de Susan pode ter comunicado mesmo com ela. O que chamamos de fantasmas ou espíritos não é mais do que a alma de uma pessoa, em estado desencarnado. Não tem nada de estranho. Não se trata de um fenómeno sobrenatural, mas de um fenómeno natural. Seria até blasfemar da infinita bondade de Deus admitir que Ele permitia  que criaturas inteligentes, conscientes da sua própria existência e da mortalidade do seu corpo, passassem uma vida de sofrimento, aqui na Terra, sem esperança de um futuro.       

   
O Dr Jeff Rodiger também parece ter passado por um processo de emancipação do espírito, para além de ter uma cicatriz no peito que não consegue explicar. Mais uma vez a reportagem confirma que João de Deus  não cobra nada pelo seu trabalho. Fala-se numa loja que vende coisas como um meio de suportar aquelas instalações a funcionar.

A Oprah Winfrey, essa sim, tem uma actividade bem lucrativa, sendo uma das mulheres mais ricas do mundo, contudo os conteúdos que produz são tidos como respeitáveis. E a conclusão dela é muito interessante: aquilo que consideramos ser nós mesmos, ou seja, o nosso corpo de carne, não passa de uma mascára que  esconde os maravilhosos seres que efectivamente somos.

Na verdade, não somos os donos do mundo, mas não estamos aqui abandonados, porque somos "filhos" do dono, Deus, a inteligência Suprema, Causa Primeira de todas as coisas, o Nosso Pai (como Jesus de Nazaré nos ensinou a nomear o Criador).

Que a divina luz do amor de Deus nos envolva a todos, fazendo-nos sentir o sabor da verdadeira felicidade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Os ambientalistas e a barragem da Foz Tua

Acabei de ver nas noticias um protesto da QUERCUS, para acabar com a construção da barragem de Foz Tua. O mesmo tipo de projectos que cancelou, em 1995, a construção de barragens, que previam aproveitar os fundos europeus e que haviam sido projectadas durante os governos de Cavaco Silva (que é o plano energético ainda em vigor). Tudo isso por Foz Coa, nesse tempo. 

A energia que chega a nossas casas, que nos permite acender a luz, ligar o computador, ter frigorífico, etc., tem de vir de algum lado. A maior contribuição para as energias renováveis são as barragens. A energia solar e eólica, embora renováveis, economicamente ainda  não são viáveis, nem têm possibilidades de substituir as outras energias em quantidade. 

O nosso mix energético contém energia eléctrica importada que vem de centrais nucleares espanholas e dos poluentes e caros combustíveis fosseis, que podemos substituir, em parte, pela biomassa, que leva a limpar as nossas florestas (pois trata-se de energia captada dos restos das florestas). As centrais nucleares, como podem ver no Japão, não são suficientemente seguras, pois a natureza não limita a destruição aos níveis que o homem planeia.  Não construindo barragens é difícil por fim ao  nuclear.

Mas, mais do que contribuir para a redução das nossas importações e dos custos da energia eléctrica (infelizmente muito mais para beneficio mais da EDP do que dos portugueses), as barragens são fontes fantásticas de vida selvagem. A água é um elemento crucial na vida de toda a natureza, e por isso foi utilizada por Jesus para simbolizar também a vida espiritual, que é a vida por detrás da vida material. O mundo vegetal, as árvores, libertam oxigénio durante o dia, ajudam a criar condições para chover e para acabar com a desertificação.

As barragens são enormes reservas de água, que nos permitem enfrentar tempos de seca. A rega para as propriedades agricolas, que, sem água, têm de deixar de morrer cruelmente o gado de sede, como vemos nos telejornais em Verões mais duros. São progresso para regiões condenadas ao abandono. As potencialidades turisticas aumentam imenso com as barragens, pois a água é grande uma fonte de actividades de lazer.

Supomos que há uma ou outra espécie rara ameaçada pela barragem. Será que poluir menos o planeta não compensa isso? Para além de tudo o mais, a natureza tem uma grande capacidade de adaptação muito grande. A própria natureza submete as espécies animais e vegetais a grandes cheias. A barragem não é mais que uma grande cheia e enche progressivamente. A vida natural aumenta na região da barragem. Há que ser inteligente, sacrificando até eventualmente um pequenino mal ao progresso do conjunto: homens e restante natureza que vão beneficiar.      

Não sou ninguém, não quero ter razão, apenas alerto para que as pessoas não adiram a fantasias. Admiro a QUERCUS, que tem uma actividade meritória, mas, desta vez, está a servir interesses políticos e não a proteger verdadeiramente, de uma forma global, o ambiente e o bem estar dos portugueses. A defesa do ambiente tem de ser equacionada em todas as suas vertentes.

Este assunto toca-me bastante, para além disso sou engenheiro electrotécnico e sei minimamente do que falo, por força da minha profissão.

sábado, 26 de março de 2011

Cantiga de intervenção!

Refrão:

Zé Portuga, fez-se luz!
Agora vemos bem,
quem é que nos conduz.
Vota e vota bem, não te cales
Oh Zé, faz-lhes um manguito!

Manda passear a Europa,
Que te quer atormentar,
Eles que nos emprestem o guito,
Se a Europa querem salvar!

Incompetentes e mentirosos,
Suas más obras querem ocultar,
Os nossos lideres europeus!
E na enxurrada, o Portuga crucificar.

Querem enterrar a nossa Pátria,
Com altas taxas de juro apertar,
Para ajudar os pobres banqueiros!
E os verdadeiros pobres a pagar!

Gente de má fé, mole e incompetente,
Vão mas é para a rua, vão trabalhar!
Que em Portugal o Zé Portuga,
Já está farto de vos aturar!

Abre bem os olhos, Zé Portuga!
Não te deixes vigarizar,
Se não queres que o Sócrates,
Te continue a enterrar!

O sistema de ensino,
Está mais livre da opressão!
Não se esqueçam professores,
De quem lhe deu a mão!

Com noticias ameaçadoras,
Nos querem amedrontar.
O Zé Portuga de barbas brancas,
Não se deixa intimidar.

Geração à rasca, somos todos,
Já o mostrou o grande Bordalo!
É o pobre Zé Portuga!
Que lhes vai mostrar o badalo!

Nós queremos trabalhar,
com muita honestidade,
Sabemos que temos de alinhar,
Mas queremos saber a verdade!

É isto que é a democracia?
Oh meu Deus, que grande treta!
Isto é mas é uma grande hipocrisia,
Eles querem é todos teta!

Zé Portuga, vai votar em massa!
Em quem bem entenderes.
Mas amigo, não fiques em casa,
Para depois não te arrependeres.

O hino popular da liberdade,
Vamos cantar, bem sentido,
Todos juntos e solidários!
O Povo unido, jamais será vencido!

Vítor Santos
(Portugal)


terça-feira, 22 de março de 2011

Desencarnou hoje (22-03-2011) - um extraordinário e exemplar Espirito!

Desencarnou hoje um espírito
muito jovem, muito positivo.
Que exemplo, meu Deus!
Que ser generoso.
Que força da natureza!

Cada minuto da vida de Artur Agostinho
foi uma profunda lição para todos.
Pois é assim, doando que se recebe, e
que se faz a vontade do Criador.

Sem necessitar de falar em Deus,
na sobrevivência da alma,
em Jesus, em Siddhartha Gautama,
em Alá, em Maomé,
em sacerdotes ou profetas,
sem rituais, nem velas ou superstições,
o nosso grande comunicador,
de forma muito brilhante, mas humilde,
de forma profissional, mas generosa,
interpretou o seu papel principal,
de acordo com o guião divino,
que lhe foi impresso na consciência.

Por detrás daquele corpo gasto,
já com 90 anos de idade,
viveu uma boa e eterna alma, agora livre,

A homenagem mais alta e mais útil,
que se pode fazer a um homem assim,
É deixarmo-nos contagiar,
dentro das nossas possibilidades,
salvaguardadas as devidas distâncias,
por tão grande, integra e bela força de viver.

Se todos fossemos íntegros, determinados, trabalhadores, generosos e positivos, como ele, Portugal seria bem melhor do que é! Sejamos quem formos, usemos cada um de nós, sem excepção, o seu maravilhoso exemplo e atitude, e não tenhamos medo do futuro

Até qualquer dia amigo Artur

Nota:
- Não tivemos o gosto de o conhecer pessoalmente, mas ele esteve sempre presente em nossas casas. Era  da família de todos os portugueses. E a todos deixa, decerto, saudades.     

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Objectivos da mensagem de Jesus, interpretada segundo Allan Kardec

Olá

A cura dos males do corpo de carne cabe à medicina, cujos métodos, ou protocolos de tratamento, são ensinados pela generalidade das faculdades de medicina do mundo inteiro, ou com recurso a medicinas complementares, ditas alternativas, conforme os gostos e crenças de cada um.

As Associações Espíritas, são associações livres e autónomas, cada uma tendo a sua interpretação particular da doutrina espirita, mas não são, nem devem ser, do meu ponto de vista, locais destinados a curas físicas de qualquer espécie, o que não quer dizer que não hajam associações espíritas que possuam, hospitais, em que se pratica a medicina convencional. Em Portugal isso não é comum, que eu saiba, mas no Brasil, por exemplo, já é.

O próprio Jesus de Nazaré, de acordo com os relatos dos Evangelhos, aplicava a imposição das mãos para curar todo o tipo de maleitas, mas é muito claro que as curas serviam para motivar a atenção do povo e a fé. Não era a cura física o objectivo do nosso Mestre e Modelo. As curas de Jesus, de acordo com a crença espirita, não eram milagres, mas fenómenos naturais que Jesus, por via da sua extraordinária elevação espiritual. Jesus não é Deus, como muitos professam, mas, segundo a informação dos espíritos, que podemos ler na obra escrita de Kardec, foi o Espírito mais elevado que pisou a Terra. Contudo,  há muitos outros mestres espirituais, muito elevados, em missão aqui neste planeta.         

O passe magnético, que é usual ministrar às pessoas após as palestras, nas associações espíritas, corresponde a uma tradição, que tem a sua origem no facto de Allan Kardec acreditar no magnetismo animal, técnica de cura inventada por Mesmer, seu contemporâneo. Mesmer começou por usar magnetos (usualmente designados ímanes), convencido que curavam. Mais tarde verificou que, sem os magnetos, também era possível curar e dispensou-os, mas o método de cura continuou a chamar-se magnetismo. Na medicina convencional esta técnica não vingou, como sabemos.

Quando recebo o dito passe magnético, o que sinto é que fico num estado um pouco mais relaxado. E isso é bom, por isso não vejo inconvenientes. Mas não é uma cura.

No Oriente havia e ainda há uma maior crença nestas técnicas, por exemplo a acupunctura, o Reiki, etc. E foi do Oriente que nos chegou esse conhecimento milenar, embora alguns espíritas o atribuam a psicografias recebidas por médiuns no século XX.

De toda a informação que tenho lido, admito que existam algumas poucas pessoas com uma capacidade especial para curar e diagnosticar, sem meios de diagnóstico e instrumentos médicos,  com ou sem imposição das mãos sobre o doente. Mas como a cura  é algo que os seres humanos procuram avidamente, sobretudo aqueles que já perderam as esperanças na medicina convencional,  pode mover muito dinheiro. E isso faz do curandeirismo algo muito apetecível para os charlatães. Mesmo admitindo que  são pessoas sérias, não é fácil manter essa prática, pois quando a quantidade de pessoas que os consulta começa a aumentar, eles têm de recorrer a auxiliares, que se corrompem fácilmente, devido à pressão das pessoas para passar à  frente umas das outras.

Um dia, a ciência poderá explicar as curas especiais e os curadores. Por enquanto mantenho-me algo céptico em relação a isso. Nem me dou por convencido, nem nego a possibilidade.      

Então qual é a mensagem espiritual fundamental?
  • A vida é eterna (todos somos espíritos eternos, ligados privisóriamente a um corpo);
  • As encarnações do espírito que somos, são em grande número. Podem ser num mundo precário, como a Terra é actualmente (um autêntico purgatório), ou em mundos mais felizes;
  • Para alcançar os mundos mais felizes (os céus - para os católicos), é necessário que nos saibamos comportar lá, onde a fraternidade e o amor ao próximo impera. Onde as funções são distribuídas e exercidas por aqueles que têm mais capacidade para as realizar, de forma a salvaguardar o bem comum e a solidariedade (olhemos de forma rigorosa e honesta, sem o orgulho, que nos impede de nos auto-conhecermos, ou seja de reconhecermos as nossas próprias imperfeições, e fácilmente compreendemos que, nesses mundos mais perfeitos, seriamos um estorvo, ou seja, elementos de perturbação).
  • Todos partimos espíritos simples e ignorantes, com capacidades semelhantes de progredir e atingir uma felicidade, cada vez maior, até à absoluta felicidade dos Espíritos Puros. O tempo  que demoramos a alcançar esse estado, é a única variável que podemos controlar.
  • A lei do progresso é infalível. A velha canção, "Coimbra", cantada por Alberto Ribeiro, sobre a vida dos estudantes de Coimbra refere: "só passa quem souber", tal como no mundo espiritual só passa quem merecer. A reprovação, ou seja a continuação da encarnação em mundos infelizes, é o verdadeiro castigo, para aqueles de nós que já compreendem e sentem que existem mundos mais felizes.
  • Aqueles de nós que ainda se sentem satisfeitos perante a brutalidade, sentem-se felizes em planetas como a Terra. Mas a dureza da vida acabará por os vergar, aumentar a inteligência  e,  a  partir de determinado grau de inteligência, a sensibilidade moral, de tal modo, que, a seu tempo, inevitavelmente evoluiremos.                
VS   

domingo, 13 de fevereiro de 2011

EGIPTO - UM EXEMPLO PARA O MUNDO!

O povo egípcio mostrou ao mundo a sua garra. Mas foi a capacidade de união que deu a vitória aquele povo. 

Que sentido de comunidade, num povo esmagado pela tirania politica e económica, com um rendimento per capita tão baixo. As divisões religiosas, as divergências politicas, as divergências pessoais, foram ultrapassadas.

A propósito do poder, respondem os espíritos às questões 931 e 932, de Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos":  

931. Por que são mais numerosas, na sociedade, as classes sofredoras do que as felizes?

“Nenhuma é perfeitamente feliz e o que julgais ser a felicidade muitas vezes oculta pungentes aflições. O sofrimento está por toda parte. Entretanto, para responder ao teu pensamento, direi que as classes a que chamas sofredoras são mais numerosas, por ser a Terra lugar de expiação. Quando a houver transformado em morada do bem e de Espíritos bons, o homem deixará de ser infeliz aí e ela lhe será o paraíso terrestre.”
932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?
“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” 

No Egipto, que para mim se diz e escreve com "p", por enquanto, os bons (ou seja, os que , ao momento, são moralmente mais avançados), venceram com base na força que a união lhes trouxe.

O problema agora,  é o que se vai suceder. Ainda que o mais provável seja uma situação tal como a  caracterizada  por George Orwell, na fábula "O triunfo dos porcos", ficamos a torcer para que, pelo menos, seja nomeado alguém para governar que consiga proporcionar a melhoria das condições de vida daquele povo. Ainda que os governantes se "governem" bem a si mesmos, pois a missão deles é difícil, que mereçam  a recompensa, pelos serviços prestados ao seu povo.     

Gostava, por fim, de esclarecer que parte das democracias da Europa, do mundo, tais como a portuguesa, não estão assim tão longe do "Faraó" deposto. Mas os portugueses estão longe da capacidade de união do povo egípcio. Ainda há pouco mostraram o seu alheamento, com uma tão elevada abstenção, nas últimas eleições. Numa época em que é tão preciso mostrar, pela positiva, a todos os políticos ,que estamos cá, que estamos atentos, olhámos para o lado, a assobiar, como se não fosse nada connosco.

Os governantes aqui, tal qual o velho Faraó, olham o povo das classes média baixa e baixa, de cima para baixo, como se se tratasse de gente de segunda. A aparência de liberdade e democracia, esconde grande hipocrisia, em muitos dos políticos, sejam eles do governo ou na oposição. O voto é livre, os representantes são eleitos, mas o poder não é o do povo. O interesse do conjunto, das Nações, está a ficar para trás. A solidariedade para com aqueles que são mais fracos, que não têm voz, é cada vez menor. 

Aprendamos com o povo Egípcio e votos de sucesso para a revolução das ruas desse povo milenar, cuja história tanto marcou a humanidade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Descomplicando a relação ciência-espiritismo

Há quem estabeleça explicações complicadissimas, com termos da ciência material, ou convencional, para tentar demonstrar que as coisas do espírito existem e para chegar às leis que governam o mundo espiritual.

Na nossa limitada compreensão, o que nós espíritas necessitamos, no âmbito da ciência convencional,  não é de dizer ou escrever palavras caras ou cientificas, mas da confirmação da maioria da comunidade cientifica, de que há fenómenos espirituais, que, não só ocorrem, mas que não têm uma explicação cientifica alternativa.

Sem esta base de trabalho, não podemos esperar nem dizer a ninguém, com verdade, que a ciência convencional explica o espiritismo, como é comum ouvirmos dizer.
Allan Kardec era um homem com uma mentalidade cientifica. E tentou abordar as questões de acordo com essa forma de ver o mundo. Sendo ele mesmo um académico, nem seria de esperar outra coisa.  Contudo as investigações dele já datam de há mais de 150 anos.

Entretanto a ciência evoluiu muito. No século XXI os meios de investigação são muito mais poderosos do que século XIX. É necessário estudar os fenómenos com base numa metodologia semelhante á de Kardec, mas com base nos conhecimentos e meios científicos actuais.  

De que serve dizer aos cientistas que este ou aquele espírito disse, por intermédio de médiuns, isto ou aquilo? Primeiro é preciso mostrar que a comunicabilidade dos espiritos é um fenómeno efectivo e não é invenção  ou ilusão dos que se dizem médiuns.

Assim, enquanto espiritos de ordem superior à nossa não resolverem que vão convencer a comunidade cientifica a virar-se para seriamente para a investigação das coisas do espírito, de alguma forma (que nós nem imaginamos qual será), parece-nos que a postura mais correcta, para nós espíritas, é dizer: a ciência convencional não confirma nem desmente as coisas do espírito. Pura e simplesmente não as estuda. As evidências dos espíritas residem na comunicabilidade e nas comunicações dos espiritos através de médiuns, nada estando confirmado pela ciência convencional.

Mas será que o ateísmo é, então, a postura da ciência? 

- A resposta é clara: Não! 

A ciência só tem posição sobre aquilo que estuda, podendo tirar uma de três conclusões sobre os factos que observa:

- A ciência convencional explica o facto, ou
- A ciência convencional não explica, ou ainda não explica o facto, ou
- A ciência ainda não estudou o assunto.
Em relação às coisas do espírito, a postura da ciência não é, certamente a primeira possibilidade. Os cientistas baseiam-se em provas cientificas e não em palpites, seja de quem for. 

O ateísmo e o materialismo ( a palavra materialismo, neste contexto, significa: a postura de quem não acredita na possibilidade de existir algo mais do que a matéria), são, contudo, menos lógicos do que o espiritualismo, na medida em a ciência afirma que o universo foi criado, avançando estimativas para a idade e dimensão do mesmo.

A criação é algo que a humanidade ainda não compreende, sendo a inteligência das mentes mais brilhantes completamente incapaz de criar um universo assim. Tomara à humanidade compreender o universo, quanto mais criá-lo.

Aqueles que defendem que a criação é uma combinação fortuita de partículas materiais, acreditam de que, de nada, pode sair alguma coisa. Se o universo foi criado, é porque não existia antes ,  tal como a ciência admite. É muito mais credível do que pensar que há uma Inteligência Suprema, Causa Primeira de todas as coisas e chamar a essa  inteligência Suprema "Deus", "Alá", ou outro nome qualquer, pois o nome pouco importa.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ano novo, vida nova!

A crise económica e financeira que Portugal e outros países atravessam, são razões para muitas pessoas temerem o ano novo que agora iniciou.

As probabilidades apontam para isso, mas há um potencial humano, que somos todos nós, capazes de inverter esse cenário, senão para 2011, para os anos seguintes.

Se procedermos conforme a lição do nosso Modelo e Mestre, Jesus, que incita à união, à solidariedade e ao amor ao próximo, poderemos traçar uma rota mais favorável e, quem sabe, as expectativas para 2012 já sejam melhores. Se ficarmos a matutar, de braços cruzados, a acusar-nos uns aos outros, até podemos ir mais para o fundo. Ou seja, tudo depende de nós mesmos.

Mas o que me parece mais importante salientar é que as previsões não passam de previsões. De um momento para o outro, a nossa vida na Terra pode virar a 180º, para melhor ou para pior. Uma pessoa bela, jovem, rica, poderosa, ou seja, um "feliz" da Terra, de um momento para o outro, pode ver-se na cama de um hospital, numa cadeira de rodas, ou dentro de um caixote de madeira envernizada. Por outro lado aquele  que é muito pobre, ou seja, um dos deserdados da vida terrena, pode tornar-se numa pessoa muito rica e poderosa.    

Para aqueles que não aceitam a realidade de que cada um de nós é um espírito eterno, provisoriamente ligado  à carne, eu desejo a melhor das sortes, mas infelizmente, a realidade é que este corpo que vestimos tem um prazo curto. Ou seja, encontram-se no corredor da morte, como os condenados. Não ter fé , só por si, é um autentico castigo.

Para aqueles que se vêem como espiritos eternos, a morte não existe. Só a carne morre. A perspectiva da morte do corpo, por um lado é animadora, mas, por outro lado, não garante que os sofrimentos cessam. Ser espiritualista por medo da morte não faz qualquer sentido. O suicídio nada resolve, uma vez  que não é possível matar o espírito. Pelo contrário, ainda trás mais sofrimento.

Eu sei que a morte não existe. Tenho evidências suficientes para isso, mas apenas a titulo pessoal. E como eu, milhões de pessoas. Mas, infelizmente, há por aí muitas pessoas que fazem da espiritualidade um negócio. E são esses que a descredibilizam.

Espiritualidade nada tem  a haver com dinheiro, adivinhação, nem superstição de qualquer espécie. E , estou completamente convicto, que quem pedir ao Nosso Pai de infinita bondade e justiça, com sinceridade e fervor, orientação para encontrar a fé, a encontrará. Assim aconteceu e continua a acontecer comigo. Pedi a Deus a fé e Ele trouxe-me a maravilhosa doutrina dos espiritos, através da Obra de Allan Kardec, que nunca mais abandonei, já lá vão 10 anos.    

A fé é a mãe da força e da coragem, ou seja, sem ela é mais difícil de suportar a vida. 

Caro leitor, não desperdice esse extraordinário e poderoso instrumento. Facilite a si mesmo!

Que a Luz do amor divino nos envolva a todos, neste ano de 2010

A equipa do CEDAK.PT

domingo, 24 de outubro de 2010

Espirito divino com coração de lobo feroz

Por mais que nós tentemos desviar a atenção para as qualidades do coração, temos um corpo animal e instinto de sobrevivência.

O lobo selvagem, quando o alimentamos, torna-se um amigo, um cão fiel. Mas, quando a fome aperta, o amigo fiel pode tornar-se num predador implacável, rosnando determinado de volta da sua presa, até a conseguir dominar e o sangue da presa vencida lhe esguichar para o focinho. E a guerra continua, na disputa da caça, no seio da matilha, que é governada pela lei da força.

Ao olhar para o lobo selvagem, a lutar pela sobrevivência, o que me incomoda não são as leis da natureza, criadas pelo nosso Pai de infinita bondade. O lobo selvagem não tem consciência do mal e do bem, está bem enquadrado no seu mundo. O que me assusta é ver em nós os mesmos, seres humanos, a ferocidade do lobo selvagem esfaimado, com a agravante que o fazemos mesmo com a barriga cheia.

E pergunto-me: quem sou eu? Será que eu sou um lobo disfarçado de cordeiro? Será que, em caso extremo, eu me transformo numa besta feroz, como o lobo esfaimado? Se, na alimentação, sou efectivamente predador, pouco ou nada posso fazer, em relação a isso. Há quem diga que podemos ser vegetarianos, talvez...Mas, sinceramente não estou muito preocupado com isso, por enquanto.

Contudo, não é que nos entra pela boca, ou seja, a alimentação, que faz de nós bestas selvagens, mas o que sai da mesma.

Não é o que fazemos por estar esfaimados que nos caracteriza como seres maus e ferozes. Nós vamos muito mais longe. Nós somos violentos mesmo quando temos a barriga bem cheia, quando temos infinitamente mais do que o estritamente necessário para sobreviver. E, quando se trata de falar das feras da Terra, de imediato nos esforçamos para nos distinguirmos delas, como se fossemos ovelhas inocentes. Tal qual lobos com pele de cordeiro.

Ao olhar para a violenta figura dos lobos raivosos de volta das suas presas, comparo-a com a minha própria figura, e vejo a distância tão grande que me separa dos mundos em que a lei divina é a lei que Jesus nos ensinou: o amor entre todos, a solidariedade fraterna. E tenho vontade de dizer em prece:

- Obrigado meu Deus, pela Vossa misericórdia, pelo Vosso amor paternal. Se não fosse isso, o que seria de mim? O que seria de nós?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ao contrário do Robin dos Bosques

Já há muito tempo que o povo português, em conjunto, está a ser mal tratado pelos governantes. Mas quem os escolheu, em eleições imparciais, foi o povo. Quem assim fez não tem de se queixar das suas próprias decisões. Quem não votou neles, deve respeitar as regras da democracia, se a quer manter (e se é que ela ainda existe...).

Mas isso não dá o direito ao governo de tratar de forma injusta e cruel aqueles que mais precisam da protecção da sociedade, e, paralelamente, a dar grandes privilégios aos que não necessitam de privilégios, pois são poderosos e têm acesso aos melhores advogados da praça.

Exigir o sacrifício da saúde e/ou a fazer passar fome aos mais necessitados, para dar aos mais ricos e/ou gastar em futilidades dispensáveis não é apenas falta de caridade, é um crime de excesso de confiança e a apropriação ilegítima do poder do povo, em beneficio dos futuros patrões (as grandes empresas que empregam os políticos) e dos amigalhaços.

Apropriar-se de fundos das segurança social , que são de quem para eles descontou, é um roubo muito grave.

Espero que o meu povo aprenda a deixar de ser manipulado pela comunicação social, que quer é discórdia, para vender mais, e que deixe de ser tão egoísta, unindo-se pacificamente, em torno dos seus próprios interesses, sem se deixar dividir por partidarismos.

E espero, também, que não passemos a ser um povo violento, como vemos em outros países, a estragar e a vandalizar automóveis, lojas e tudo o que aparece pela frente, a matar policias e civis, etc.. A voz da brutidade é a voz dos brutos. Quem não quer ser lobo, que não lhe vista a pele.

As palavras de Jesus: amai-vos uns aos outros, apontam para a união. A união faz a força e apela ao interesse comum, enquanto as divisões partidárias servem outros interesses que não os do povo. Não continuemos a dar "pérolas a porcos". Os partidos têm que existir, mas para servir o povo, e não o oposto.

A quem ler isto, eu peço que divulgue a mensagem de união pacifica, este apelo à lucidez das massas, compreendendo que a divisão serve os seus interesses e o interesse dos seus filhos e netos. Este apelo pode ser ingénuo, da minha parte, mas é a minha obrigação espirita. Não nos podemos conformar, em caso algum, com o ataque aos parcos bens e direitos dos mais desfavorecidos da sociedade.

A democracia portuguesa está ferida de morte. A lei, em Portugal, é roubar aos pobres para dar aos ricos. Pergunto quem simpatizaria com o Robin dos Bosques, se a história fosse ao contrário?

domingo, 12 de setembro de 2010

Vamos hoje falar em recompensas. Em castigos já há muito quem fale.

É difícil ao homem materialista (que não crê em nada para além da matéria) e carnal, imaginar a felicidade sem os gozos da matéria.

Contudo, se analisarmos a nossa vida, quais foram os verdadeiros momentos de felicidade? Haverá um prazer maior do que sentir o afecto que existe entre a nossa alma, e a daqueles a quem amamos?

Por melhor que sejam uns momentos de sexo, um manjar especial, que nos apetece repetir sem parar, quem trocaria isso pelo afecto da alma, pelos seus filhos, pelos seus pais? Pelo seus irmãos de sangue? Só quem não é amado e não ama pode estar impedido de compreender esse prazer divino, que é o amor verdadeiro, que vai muito para além da atracção e interesse material, é que poderá pensar assim.

Que diriam de um mundo em que todos têm afecto por todos, como se todos fossem familiares estimados? Em que a beleza de paisagens incomparavelmente mais belas do que a mais extasiante paisagem da Terra são o ambiente normal? Onde as doces melodias envergonhariam o maior dos compositores deste planeta onde habitamos? Onde não há cansaço, nem doença, nem tédio?

Contudo, a verdadeira felicidade é aquela que é descrita pelos espíritos felizes, que retirámos de exemplos de espíritos desencarnados felizes, que falam sobre a experiência do desencarne e do mundo espiritual (retirados do Livro "O Céu e o Inferno" de Allan Kardec). Mas estes são os espíritos que ainda há pouco tempo alcançaram o direito a deixar a Terra, no fim de grande número de encarnações. Desde a situação destes espíritos até à situação dos espíritos puros, ainda há eterna caminhada.

Leia o livro " O céu e o inferno", de Allan Kardec e ambicione à felicidade dos espíritos felizes que ditaram os seus próprios exemplos. Está na hora de pensar menos nos castigos e mais nas recompensas, pois é a perspectiva da recompensa que nos pode motivar a fé, mãe de todas virtudes e do progresso espiritual. Não a fé cega, que não enfrenta os desafios da razão.


SANSO
N

"Eu sou Espírito e a minha pátria é o Espaço, o meu futuro é Deus, que reina na imensidade. Desejara poder falar a meus filhos, ensinar-lhes aquilo mesmo que sempre desdenharam acreditar"

"Vi-me cercado de numerosos, bons e fiéis amigos. Todos os Espíritos protectores que nos assistem, rodeavam-me sorrindo; uma alegria sem par irradiava-lhes do semblante e também eu, forte e animado, podia sem esforço percorrer os espaços. O que eu vi não tem nome na linguagem dos homens."

"Os Espíritos nos ensinam, aí na Terra, que conservam no outro mundo a mesma forma que lhes serviu de envoltório, e é a verdade. Mas, que diferença entre a máquina informe, que penosamente aí se arrasta com seu cortejo de misérias, e a fluidez maravilhosa do corpo espiritual!"

"Sabei que a felicidade, como vós outros a compreendeis, não passa de uma ficção. Vivei sabiamente, santamente, pela caridade e pelo amor, e tereis feito jus a impressões e delícias que o maior dos poetas não saberia descrever."

"Quanto à nossa fluidez e graças a ela, podemos estar em toda parte sem interceptar o espaço ou produzir quaisquer sensações, se assim o desejamos."

"A vista dos Espíritos não se pode comparar à humana, uma vez que também seu corpo não tem quaisquer semelhanças reais; para eles tudo se transforma na essência, como no conjunto. Repito-vos que o Espírito tem uma perspicácia divina que abrange tudo, podendo adivinhar até o pensamento alheio; também pode oportunamente tomar a forma mais própria para tornar-se conhecido. Na realidade, porém, o Espírito que tem terminado a provação prefere a forma que o conduziu para junto de Deus."

"Não temos motivo para ser de natureza masculina ou feminina:- os Espíritos não se reproduzem. Deus criou-os como quis, e tendo segundo seus maravilhosos desígnios de dar-lhes a encarnação, sobre a Terra, subordinou-os aí às leis de reprodução das espécies, caracterizada pela junção dos sexos. Mas vós deveis senti-lo, sem mais explicação, que os Espíritos não podem ter sexo."

"o ar que respirais, impalpável como nós, estereotipa por assim dizer o vosso pensamento; o sopro que exalais é, mais ou menos, a página escrita dos vossos pensamentos lidos e comentados pelos Espíritos que constantemente se encontram convosco, mensageiros de uma telegrafia divina que tudo transmite e grava."

JOBARD


"Antes de tudo desejo descrever as minhas impressões por ocasião do meu desprendimento: senti um abalo indizível; lembrei-me instantaneamente do meu nascimento, da minha juventude, da minha velhice; toda a minha vida se me retratou nitidamente na memória."

"Depois, o tumulto serenou: eu estava livre e o meu corpo jazia inerte. Ah! meus caros amigos, que prazer se experimenta sem o peso do corpo! quanta alegria no abranger o Espaço!"

"Recordo-me das existências anteriores e sinto-me melhorado, por isso que me identifico com o que vejo, ao passo que, perturbado nas precedentes existências, só me apercebia das faltas terrenas."

"Ainda agora, pouco me tenho ocupado das questões puramente intelectuais, no sentido em que as julgais. E como poderia eu fazê-lo, deslumbrado e aturdido pelo maravilhoso espectáculo que me cerca?

SAMUEL FILIPE

"Oh! vós que me fizestes padecer na Terra; que fostes cruéis e malévolos para comigo, que me humilhastes e afligistes; vós, cuja má-fé tantas vezes me acarretou duras privações, não somente vos perdoo mas até vos agradeço. Intentando fazer mal, não suspeitáveis do bem que esse mal me proporcionaria. É verdade, portanto, que a vós devo grande parte da felicidade de que gozo, uma vez que me facultastes ocasião para perdoar e pagar o mal com o bem. Deus colocou-vos em meu caminho para aferir a minha paciência, exercitando-me igualmente na

prática da mais difícil caridade: a de amar os inimigos."

"Indizível sensação de bem-estar penetrava todo o meu ser, a presença dos que amara alegrava-me sem me surpreender, antes parecendo-me natural, como se os encontrasse depois de longa viagem. Uma coisa me admirou logo: o compreendermo-nos sem articular uma palavra! Os nossos pensamentos transmitiam-se pelo olhar somente, como que por efeito de uma penetração fluídica."

"Ah! pudessem os homens compreender a vida futura, e que força, que coragem esta convicção não lhes daria na adversidade. Quem deixaria então, na Terra, de prover e assegurar-se da felicidade que Deus reserva aos filhos dóceis e submissos? Gozos ambicionados, invejados, tornar-se-iam mesquinhos em relação aos que eles desprezam!"

"O mundo em que me vejo pode fazer com que desdenhe a Terra, mas não os Espíritos nela encarnados. Somente entre os homens é que a prosperidade faz esquecer os companheiros de infortúnio. Muitas vezes venho visitar os que me são caros, exultando com a recordação que de mim guardaram; assisto às suas diversões, e, atraído por seus pensamentos, gozo se gozam ou sofro se sofrem."

VAN DURST

"Não mais homens carnais, porém formas diáfanas, Espíritos que deslizam, que surgem de todos os lados, que vos cercam e que não podeis abranger com a vista, porque é no infinito que flutuam! Ter ante si o Espaço e poder franqueá-lo à vontade! Comunicar-se pelo pensamento com tudo que vos envolve! Que vida nova, meu amigo, nova, brilhante e cheia de ventura!"

"Aqui se vive às claras, caminhando com desassombro, tendo ante os olhos horizontes tão belos que a gente se torna impaciente por abrange-los"

SIXDENIERS

"Permaneci muito tempo sem me reconhecer, mas com a graça de Deus e o auxílio dos que me cercavam, quando a luz se fez, inundou-me. Confia, e encontrareis sempre mais do que esperardes. Nada existe aqui de material; tudo fere os sentidos ocultos sem auxilio da vista ou do tato: compreendeis? É uma admiração, porque não há palavras que a expliquem. Só a alma pode percebê-la.

Bem feliz foi o meu despertar. A vida é um desses sonhos, que, apesar da ideia grosseira que se lhe atribui, só pode ser qualificada de medonho pesadelo. Imaginai que estais encerrado em calabouço infecto onde o vosso corpo, corroído pelos vermes até à medula dos ossos, se suspende por sobre ardente fornalha; que a vossa ressequida boca não encontra sequer o ar para refrescá-la; que o vosso Espírito aterrorizado só vê ao seu redor monstros prestes a devorá-lo; figurai-vos enfim tudo quanto um sonho fantástico pode engendrar de hediondo, de mais terrível, e transportai-vos depois e repentinamente a delicioso Éden. Despertai cercado de todos os que amastes e chorastes; vede, rodeando-vos, semblantes adorados a sorrirem de felicidade; respirai os mais suaves perfumes; desalterai a ressequida garganta na fonte de água viva; senti o corpo palrando no Espaço infinito que o suporta e baloiça, qual a flor que da fronde se destaca aos impulsos da brisa; julgai-vos envolto no amor de Deus qual recém-nascidos no materno amor e tereis uma ideia, aliás apenas imperfeita, dessa transição. Procurei explicar-vos a felicidade da vida que aguarda o homem depois da morte do corpo e não pude. Será possível explicar o infinito àquele que tem os olhos fechados à luz e que não pode sair do estreito círculo que o encerra? Para explicar-vos a eterna felicidade, dir-vos-ei apenas: amai, pois só o amor faculta o pressenti-la, e quem diz amor diz ausência de egoísmo."

O DOUTOR DEMEURE

"Ágil como o pássaro que cruza célere os horizontes do vosso céu nebuloso, admiro, contemplo, bendigo, amo e curvo-me, átomo que sou, ante a grandeza e sabedoria do Criador, sintetizadas nas maravilhas que me cercam. Feliz! feliz na glória! Oh! quem poderá jamais traduzir a esplêndida beleza da mansão dos eleitos; os céus, os mundos, os sóis e seu concurso na harmonia do Universo?"

UM MÉDICO RUSSO

"Tudo que não seja planeta, constitui o que chamais Espaço e é neste que permaneço. O homem não pode, contudo, calcular, fazer uma ideia, sequer, do número de gradações desta imensidade. Que infinidade de escalas nesta escada de Jacob que vai da Terra ao Céu, isto é, do aviltamento da encarnação em mundo inferior, como esse, até à depuração completa da alma! Ao lugar em que ora me encontro não se chega senão depois de uma série enorme de provas, ou, por outra, de encarnações."

BERNARDIN

"Acreditaríeis então que os Espíritos ficassem inactivos? A inacção, a inutilidade ser-nos-ia um suplício. A minha missão é guiar centros espíritas aos quais inspiro bons pensamentos, ao mesmo tempo que me esforço por neutralizar os sugeridos por maus Espíritos"

A CONDESSA PAULA

"Tendes razão, amigo, em pensar que sou feliz. Assim é, efectivamente, e mais ainda do que a linguagem pode exprimir, conquanto longe do seu último grau. Mas eu estive na Terra entre os felizes, pois não me lembro de haver aí experimentado um só desgosto real. Juventude, homenagens, saúde, fortuna, tudo o que entre vós outros constitui felicidade eu possuía! O que é, no entanto, essa felicidade comparada à que desfruto aqui? Esplêndidas festas terrenas em que se ostentam os mais ricos paramentos, o que são elas comparadas a estas assembleias de Espíritos resplendentes de brilho que as vossas vistas não suportariam, brilho que é o apanágio da sua pureza?

Os vossos palácios de dourados salões, que são eles comparados a estas moradas aéreas, vastas regiões do Espaço matizadas de cores que obumbrariam o arco-íris? Os vossos passeios, a contados passos nos parques, a que se reduzem, comparados aos percursos da imensidade, mais céleres que o raio?

Horizontes nebulosos e limitados, que são, comparados ao espectáculo de mundos a moverem-se no Universo infinito ao influxo do Altíssimo? E como são monótonos os vossos concertos mais harmoniosos em relação à suave melodia que faz vibrar os fluidos do éter e todas as fibras da alma! E como são tristes e insípidas as vossas maiores alegrias comparadas à sensação inefável de felicidade que nos satura todo o ser como um eflúvio benéfico, sem mescla de inquietação, de apreensão, de sofrimento?! Aqui, tudo ressumbra amor, confiança, sinceridade: por toda parte corações amantes, amigos por toda parte!

"As ocupações, posto que isentas de fadiga, revestem-se de perspectivas e emoções variáveis e incessantes, pelos mil incidentes que se lhes filiam. Tem cada qual sua missão a cumprir, seus protegidos a velar, amigos terrenos a visitar, mecanismos na Natureza a dirigir, almas sofredoras a consolar; e é o vaivém, não de uma rua a outra, porém, de um a outro mundo; reunindo-nos, separando-nos para novamente nos juntarmos; e, reunidos em certo ponto, comunicamo-nos o trabalho realizado, felicitando-nos pelos êxitos obtidos; ajustamo-nos, mutuamente nos assistimos nos casos difíceis. Finalmente, asseguro-vos que ninguém tem tempo para enfadar-se, por um segundo que seja. Presentemente, a Terra é o magno assunto das nossas cogitações. Que movimento entre os Espíritos! Que numerosas falanges aí afluem, a fim de lhe auxiliarem o progresso e a evolução! Dir-se-ia uma nuvem de trabalhadores a destrinçarem uma floresta, sob as ordens de chefes experimentados; abatem uns os troncos seculares, arrancam-lhes as raízes profundas, desbastam outros o terreno; amanham estes a terra, semeando; edificam aqueles a nova cidade sobre as ruínas carunchosas de um velho mundo. Neste comenos reúnem-se os chefes em conferência e transmitem suas ordens por mensageiros, em todas as direcções. A Terra deve regenerar-se, em dado tempo - pois importa que os desígnios da Providência se realizem, e, assim, tem cada qual o seu papel."

"Como eu, também vós tereis a vossa prova da riqueza, mas não vos apresseis em pedi-la muito cedo. E vós outros, ricos, tende sempre em mente que a verdadeira fortuna, a fortuna imorredoura, não existe na Terra; procurai antes saber o preço pelo qual podeis alcançar os benefícios do Todo-Poderoso."